O que é Trading? Como funciona e como começar

Fonte: Acervo pessoal
desktop trader

O que é Trading?

Trade é um termo da língua inglesa que significa “negociação” ou “comércio”. Desse termo deriva a palavra trading, que se refere ao ato de negociar ou fazer comércio. No mercado financeiro, utilizamos essas expressões para falar da compra e venda de ativos com o objetivo de lucrar com as variações de seus preços.

Como funciona o trading?

Diferentemente do investimento tradicional, o trading geralmente tem um caráter mais especulativo, pois o trader (a pessoa que faz trade) busca aproveitar oportunidades de valorização ou desvalorização dos preços. Ele pode comprar um ativo esperando que seu preço suba ou operar vendido, esperando que caia.

O objetivo não é necessariamente se tornar sócio de uma empresa ou manter um ativo por muitos anos, mas encontrar uma oportunidade de mercado e agir de acordo com ela.

Trading e investimento são a mesma coisa?

Não exatamente. Muitos traders dão mais atenção ao comportamento dos preços, ao fluxo de ordens e a outros fatores que influenciam o mercado do que aos fundamentos dos ativos que operam. Já os investidores tradicionais, geralmente dão mais importância ao valor do ativo e às perspectivas de longo prazo, embora essas abordagens possam se sobrepor.

No fim, tanto o trading quanto o investimento buscam resultados financeiros, mas podem utilizar horizontes de tempo e estratégias diferentes.

trader em frente às suas telas

Como os traders tomam suas decisões?

Existem inúmeras formas que os traders utilizam para decidir quando comprar ou vender um ativo. Dentre as mais comuns, estão a análise gráfica, o Tape Reading, a análise fundamentalista e o trading quantitativo.

Análise gráfica

Acredito que seja uma das abordagens mais conhecidas atualmente. Na análise gráfica, os traders utilizam gráficos baseados no comportamento passado dos preços para tomar suas decisões. É um universo amplo, que pode ser ramificado quase que infinitamente, com diversas escolas e metodologias.

Entre suas vertentes mais conhecidas, temos:

Price Action: utiliza principalmente os gráficos de preços, prestando atenção aos padrões formados ao longo do tempo e à história que esses movimentos contam. O trader busca interpretar o comportamento do mercado sem depender necessariamente de indicadores adicionais.

Gráficos com indicadores: utilizam indicadores derivados dos preços, das variações, do volume e de outros dados para auxiliar na tomada de decisão. Médias móveis, RSI e MACD são alguns exemplos bastante conhecidos.

Fibonacci: utiliza proporções matemáticas associadas à sequência de Fibonacci para identificar possíveis regiões de retração, extensão e projeção dos movimentos de preço. Essas proporções também aparecem em diversos fenômenos naturais, mas, no trading, sua utilização funciona como ferramenta de análise, não como garantia de que os preços respeitarão determinados níveis.

ICT (Inner Circle Trader): metodologia desenvolvida e popularizada por Michael J. Huddleston. É uma abordagem interessante que considera conceitos como liquidez, estrutura de mercado, horários de negociação e possíveis desequilíbrios nos preços. Tem ganhado muitos adeptos nos últimos anos, especialmente no mercado de Forex.

Tape Reading: leitura do fluxo de ordens

Tape Reading significa “leitura da fita” e também pode ser chamado de análise de fluxo de ordens. É uma modalidade bastante antiga. Na época do pregão viva-voz, quando acontecia toda aquela gritaria em Wall Street e até aqui em São Paulo, os traders analisavam os negócios realizados e o comportamento dos outros participantes do mercado, principalmente dos grandes players, na tentativa de encontrar alguma vantagem no curto prazo.

Mesmo com o fim do pregão viva-voz, a técnica permaneceu e evoluiu. Hoje, os traders contam com diversas ferramentas e plataformas especializadas na análise do fluxo de ordens, como o Times & Trades e o livro de ofertas.

Outras formas de análise

Além dessas abordagens, existem traders que utilizam estatísticas, análises macroeconômicas, impactos de notícias e muitas outras ferramentas para tomar suas decisões de compra e venda.

Quais ativos podem ser operados no Trading?

Basicamente, diferentes ativos e instrumentos financeiros podem ser negociados no trading, desde que exista um mercado adequado e liquidez suficiente para a estratégia utilizada.

Por isso, os traders costumam atuar na bolsa de valores, no mercado de Forex e nas corretoras de criptomoedas, entre outros ambientes de negociação.

Ações e derivativos

Ações: provavelmente os ativos mais conhecidos pelo público. As ações são “pedaços” de uma empresa: cada ação representa uma parcela do seu capital social. Quem possui uma ação se torna sócio daquela companhia e pode ter direitos econômicos, como o recebimento de dividendos, conforme as regras aplicáveis.

Opções de ações: são contratos que concedem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender determinado ativo por um preço de exercício, conforme as condições estabelecidas. Esses instrumentos oferecem possibilidades tanto de especulação quanto de proteção contra variações de preço.

Índices: representam o desempenho de uma cesta de ativos, geralmente ações, embora também existam índices relacionados a outros segmentos do mercado. Entre os mais conhecidos estão o Ibovespa e o S&P 500.

Moedas e criptomoedas

Pares de moedas: negociados no famoso mercado de Forex, representam o valor de uma moeda em relação a outra. Os mais conhecidos são EUR/USD (euro contra dólar), GBP/USD (libra contra dólar) e USD/JPY (dólar contra iene).

Criptomoedas: muito populares e com um mercado próprio, as criptomoedas vêm ganhando espaço no mercado global. Sua volatilidade pode criar oportunidades de negociação, mas também envolve riscos elevados. Outra característica é que o mercado à vista de muitas criptomoedas funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano.

Commodities e juros

Commodities: são matérias-primas e produtos básicos negociados nos mercados financeiros, como petróleo, ouro, prata, café, milho e soja. Vários fatores influenciam seus preços, como oferta e demanda, clima, estoques e acontecimentos geopolíticos.

Taxas de juros: exercem influência importante sobre os mercados financeiros. No Brasil, a principal taxa básica de juros é a Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Ela serve como referência para diversas aplicações de renda fixa e influencia as decisões de investidores e traders.

É possível negociar instrumentos relacionados às expectativas de juros, como contratos futuros de DI. Esses mercados permitem especular sobre mudanças nas taxas e desenvolver estratégias de proteção, mas também apresentam riscos próprios.

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